Fundado em 1973 por um coletivo tendo à frente Teresa Aguiar, o Rotunda foi o primeiro grupo profissional de teatro do interior de São Paulo, originado do TEC – Teatro do Estudante de Campinas. À época, o Teatro Municipal de Campinas tinha sido demolido e o Rotunda estreou em São Carlos, seguindo depois para São Paulo com seu espetáculo Electra, de Sófocles dirigido por Teresa Aguiar. Uma mulher à frente do primeiro grupo profissional do interior paulista, despontando como diretora teatral, foram fatos pioneiros. E o Rotunda abriu, assim, novas veredas por onde tantos grupos seguiram, sedimentando um teatro fora do eixo das capitais Rio-São Paulo Ao longo de mais de 5 décadas de atuação, o grupo reúne produções relevantes no teatro e no cinema brasileiros, com a montagem de grandes clássicos da dramaturgia mundial, obras populares e autores nacionais (adultas e infantis), cursos e oficinas para atores e técnicos, produção e participação em fóruns de debates e a preparação de atores para cinema. Além de ter em seus elencos grandes nomes como Laura Cardoso, Arlete Sales, Ney Latorraca, Lima Duarte, Maria Alice Vergueiro, Tadeu Melo, Gracindo Júnior, José de Abreu dentre muitos outros, o Rotunda tem o compromisso de formar e lançar novos atores e técnicos, tendo participado de oficinas de formação para dois longas metragens filmados em Campinas – Topografia de um desnudo de Teresa Aguiar (que abriu o Polo de Cinema de Paulínia em 2009) e O Crime da cabra de Ariane Porto, filme escola que comemorou os 50 anos da Unicamp em 2015. Todas essas realizações desbravaram e começaram a pavimentar o terreno do mercado cultural do interior paulista.

Espetáculos do Rotunda
Desde 1973

1. Electra de Sófocles
2. O Cavalinho Azul, de Maria Clara Machado
3. Hipólito, de Eurípedes
4. João Guimarães-Veredas, de Renata Pallottini
5. O Novo Sistema, de Hilda Hilst
6. Uma Comédia sem Título, de Martins Penna
7. Pedro Pedreiro, de Renata Pallottini
8. Romeu e Julieta, de Shakespeare
9. O Oráculo, de Arthur Azevedo
10. Uma Vendedora de Recursos, de Gastão Tojeiro
11. A Prima-Dona, de José Maria Monteiro
12. Pedro Macaco, o repórter infernal
13. Vida e Obra de García Lorca, de Teresa Aguiar
14. A Via Sacra, de Henri Ghéon
15. O Rato no Muro, de Hilda Hilst
16. Os Perigos da Bondade, de Chico de Assis
17. Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado
18. O Calvário do Zé da Esquina, de Teresa Aguiar
19. Tribobó City, de Maria Clara Machado
20. Dr. Zote, de Neri Gomes de Maria
21. Laço de Sangue, de Athol Fugard
22. Dindi, de Fernando Limoeiro
23. Fala, Poesia, de Renata Pallottini
24. Tribobó City, de Maria Clara Machado
25. Morre o Rei, de Eugène Ionesco
26. O Novo Sistema, de Hilda Hilst
27. O Crime da Cabra, de Renata Pallottini
28. Olá! Herói, de Neusa Doretto
29. 3.650 noites do Rotunda, de Teresa Aguiar
30. Libel, a sapateirinha, de Jurandir Pereira
31. Bye, bye, pororoca, de Mah Lully e Timochenko Wehbi

32. Um Elefantinho Incomoda muita Gente, de Oscar Von Phful
33. O superpirata Erva-Doce, de Jurandir Pereira – 1981
34. A Cantora Careca, de Ionesco
35. A Lição, de Ionesco
36. O Baú da Inspiração Perdida, de Benê Rodrigues
37. Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel
38. Topografia de Um Desnudo, de Jorge Diaz
39. 5 noites de violão, cachaça e poesia, show musical
40. Poema recheado, de Humberto de Almeida
41. Ah! Se todos cantassem de manhã, de Zaga Ribeiro
42. Maria Minhoca, de Maria Clara Machado
43. Caminhos que fazem o Darro e o Genil até o Mar, de Renata Pallottini
44. Tobi, o vira-latas, de Marcos Tadeu
45. Artigo 59, de Carlos Áureo
46. Quarta-feira, sem falta, lá em casa, de Mário Brassini
47. Zum ou Zois, de Carlos Meceni e José Mauro Padovani
48. Sonho de uma Noite de Verão, de W. Shakespeare
49. Pic Nic no Front, de Fernando Arrabal
50. Pingo D’Água, de Pedro Molfi
51. Prá Lá de Bagdá, de Ariane Porto
52. Cadê o Saci?, de Ariane Porto
53. Topografia de Um Desnudo, de Jorge Diaz
54. Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel

Oréstia de Ésquilo, Trilogia:
55. Agamêmnon
56. As Coéforas
57. As Eumênides

58. Eternos Modernos, de Sara Lopes
59. Reflexões, de Zilda Rubinsky
60. Palavras ao mar: 500 anos de poesia em língua portuguesa, dramaturgia de Zilda Rubinsky

 

Grupo Rotunda apresenta ‘A Lição’, do teatro do
absurdo de Eugène Ionesco

No próximo dia 2de fevereiro, terça-feira, às 21h, no teatro Castro Mendes, em Campinas, o Grupo Rotunda apresenta o espetáculo “A Lição”, que faz parte do teatro do absurdo de Eugène Ionesco, com direção de Teresa Aguiar. A apresentação integra a 31ª Campanha de Popularização do Teatro de Campinas.
Um professor conhecido da cidade, especializado em aulas particulares sobre qualquer assunto.
Especializado em aritmética, filologia, filosofia, línguas, medicina, etc, ele atende alunos interessados
em apresentar-se ao concurso de doutorado total ou parcial.
Nesse ambiente entra a nova aluna, interessada nos conhecimentos do professor. O que
acompanhamos após sua chegada são as diferentes relações de poder entre as personagens,
destacando a governanta – uma figura aparentemente onisciente. Através de diálogos aparentemente
absurdos, o problema universal da falha de comunicação e a procura incessante pela informação são
expostos de forma extremamente cômica algumas vezes, mas também dramática, quando não trágica
por essas três personagens.
A Lição, de Eugène Ionesco, busca, através do absurdo, esmiuçar parte da verdade das afinidades
humanas e a busca infinita pelo conhecedor e pelo conhecimento.
Eugène Ionesco foi um dos maiores físicos e dramaturgos do teatro do absurdo. Para lá de ridicularizar
as situações mais banais, as peças de Ionesco retratam de uma forma tangível a solidão do ser humano
e a insignificância da sua existência.
O ingresso promocional para o espetáculo custará R$ 15,00. (Carta Campinas com informações de
divulgação)
Com: Hélcio Henriques (professor), Cláudia Menezes (aluna) e Walkiria Franciscatto (Governanta)
Assistência de direção: Carmen Freitas – Assessoria de Figurinos: Ronaldo Oyafuso – Cenário:
equipe – Produção: Luiza Pasim – Produção de 2016 – 50 minutos
Classificação etária: 12 anos Fotos de cena: Sônia Alda/Jô.

Mostra de teatro celebra os 40 anos do TAO

O Teatro de Arte e Ofício (TAO) de Campinas e o grupo Os Geraldos realizam a 9ª edição da Mostra Geral do Teatro, com uma programação — entre hoje e o dia 19 — inteiramente gratuita, que reúne espetáculos teatrais, encontros e shows de artistas que mantêm viva a relação direta com o público e com as linguagens populares. A mostra comemora os 40 anos do TAO, com pluralidade de formatos e artistas – que vai do teatro popular ao depoimento biográfico, do espetáculo dramático à música brasileira — em uma programação que conecta, com sua diversidade, diferentes gerações, linguagens e públicos.
Com a proposta de celebrar a diversidade cultural que sempre ocupou o espaço, a programação começa hoje às 20h com o espetáculo “Cordel do Amor Sem Fim — ou A Flor do Chico”, seguido de bate-papo com o elenco. Na segunda-feira (dia 16), será exibido “Cais — ou da indiferença das embarcações” da premiada Velha Companhia. Na terça (dia 17), a mostra recebe Ariane Porto com o espetáculo “Nas Entranhas da Arte: Ariane Porto, 40 anos de carreira”. Na quarta (18), o palco recebe o ator Celso Frateschi com o solo “O Sonho Voou” e, encerrando a programação na quinta (19), às 20h, o cantor campineiro WD (Washington Duarte) apresenta o show “WD canta Vozes Eternas”, com a participação especial do elenco de Os Geraldos. – Publicidade.
O evento acontece em meio à revitalização do Teatro de Arte e Ofício de Campinas, instalado no bairro Vila Nova há quatro décadas como um espaço de criação coletiva, produção e difusão cultural com ênfase em teatro, formação artística e gestão cultural. O TAO foi fundado em 1984 por Teresa Aguiar e vinculado ao grupo Rotunda. Os Geraldos assumiram a direção do espaço no final de 2017 e, desde então, vêm revitalizando a estrutura do espaço histórico. Entre as obras, estão o restauro das poltronas (herança do Theatro São Pedro), modernização da rede elétrica, aprimoramento técnico, além de adaptações de acessibilidade. A administração segue em parceria com o grupo Rotunda e com a atriz, diretora e gestora Ariane Porto.

Trilogia grega “Oréstia” agita o fim de semana no Teatro de Arte e Ofício

As Coéforas mostra a vingança de Orestes e Electra, filhos de Agamenon, pelo assassinato do pai; e a terceira trata da perseguição a Orestes pelas fúrias vingadoras, divindades antigas e poderosas que punem os crimes dos mortais, especialmente os consanguíneos; e o embate delas com o Apolo, da geração de novos deuses do Olimpo.
A montagem tem direção geral de Teresa Aguiar e direção de ator de Márcio Tadeu, professor aposentada do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Teresa lembra que a montagem da triologia em seu formato original é inédita no Brasil.
“Não se justifica Oréstia nunca ter sido montada no Brasil. A tragédia grega deve ser oferecida para que as novas gerações possam não apenas conhecer o gênero, mas também se aproximar da cultura helênica, fundamental para a formação da sociedade ocidental”, reforça a diretora.
Montar uma tragédia grega, para Teresa, é beber da fonte primeira da dramaturgia ocidental. “Trata-se de um dos mais importantes gêneros literários legados pela Grécia Antiga”, afirma. Ela lembra ainda, que a terceira peça da trilogia apresenta a criação do primeiro tribunal do júri, instituído pela deusa Atena (Minerva na mitologia romana) para julgar o crime de Orestes, e quando surge também o chamado “voto de Minerva”.

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